AGQ Brasil | 6 passos para implementar uma gestão de qualidade em sua obra
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6 passos para implementar uma gestão de qualidade em sua obra

6 passos para implementar uma gestão de qualidade em sua obra

A adoção de uma gestão de qualidade em uma obra, desde o planejamento e ao longo da sua execução, poderá proporcionar um maior ganho de produtividade e redução de custos, apesar de muitos construtores terem a crença do contrário. 

A implementação da norma ISO 9001 e/ou do Regimento SiAC do PBQP-H auxilia no direcionamento para uma gestão de qualidade eficaz em uma obra e nos processos que servem de apoio para sua execução. No nosso blog, temos artigos que poderão lhe trazer o conhecimento de ambos e de como atender os seus requisitos. 

Neste artigo, irei apontar, de forma objetiva, seis passos para você construtor implementar uma gestão de qualidade em sua obra.

1º PASSO: ELABORAÇÃO DE PROJETOS EXECUTIVOS QUE ATENDAM NORMAS TÉCNICAS 

Para elaboração de projetos executivos que atendam as normas técnicas, específicas, para cada tipologia de projeto, é preciso escolher bons profissionais projetistas. 

Um bom profissional irá definir: a melhor metodologia construtiva, considerando as características do local de implantação do empreendimento; sistemas construtivos que proporcionem o bom desempenho da edificação; arranjos inteligentes e otimizados, promovendo, consequentemente, a diminuição de custos. Contudo, seguindo criteriosamente os requisitos das normas prescritivas de projetos e a norma de desempenho de edificação (quando para fim habitacional).

Para tanto, ao receber o que chamamos de “pranchas” de projeto, os memoriais descritivos e de cálculo, é necessário que seja realizada uma análise crítica minuciosa, por um profissional qualificado, observando se os mesmos contemplam claramente o detalhamento para execução, as normas técnicas consideradas na elaboração, a definição de vida útil, a quantificação e particularidades dos insumos a serem empregados, dentre outros. 

Tudo isso irá facilitar na gestão da execução das etapas da obra e que os serviços sejam executados conforme previsto em projeto e ainda, que situações adversas não sejam só percebidas durante a execução, culminando em uma interrupção do seu andamento e/ou geração de retrabalhos.

Alguns exemplos de normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) a serem consideradas em projetos:

  • NBR 6492 – “Representação de projetos de arquitetura”
  • NBR 6122 – “Projeto e execução de fundações”.
  • NBR 6118 – “Projeto de estruturas de concreto – Procedimento”
  • NBR 8800 – “Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de edifícios”.
  • NBR 15961-1 – “Alvenaria estrutural — Blocos de concreto – Projeto”. 
  • NBR 15812-1 – “Alvenaria estrutural — Blocos cerâmicos – Projetos”.
  • NBR 5626 – “Instalação predial de água fria”.
  • NBR 5410 – “Instalações elétricas de baixa tensão”.
  • NBR 8160 – “Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução”.
  • NBR 8039 – “Projeto e execução de telhados com telhas cerâmicas tipo francesa – Procedimento”. 
  • NBR 13858-1 – “Telhas de concreto – Projeto e execução de telhados”.
  • NBR 15575 – Parte 1 a 6 – Edificações Habitacionais – Desempenho.

2º PASSO: PLANEJAMENTO DA OBRA E DEFINIÇÃO DA INFRAESTRUTURA NECESSÁRIA

É imprescindível, para uma gestão de qualidade de uma obra, que seja elaborado um cronograma que defina todas as etapas da obra, desde os serviços preliminares até a entrega das chaves, considerando a complexidade de cada atividade e de possíveis fatores internos e externos que possam influenciar na execução de determinada etapa.

 Ao passo que no período de execução, é importante que a equipe de gestão da obra se reúna periodicamente para gerenciar e avaliar a necessidade de mudanças no cronograma inicial, analisar quais impactos elas trarão e como irão geri-las. 

Um cronograma bem alinhado permite, por exemplo, economias na aquisição de materiais e serviços. Quando todas as etapas estão bem definidas, as aquisições são planejadas e assim, é possível realizá-las de forma a atender um bom custo x benefício e ainda, com exigências de padrões de qualidade. Enquanto que sem um cronograma bem definido, aquisições são realizadas em caráter de urgência e não há tempo para pesquisa de preços e busca por produtos de qualidade, pois a sua falta acarretará em mão de obra ociosa.

Outro ponto importante, antes de realizar a mobilização da obra é a definição de toda infraestrutura necessária para o seu bom andamento. Quando digo infraestrutura, estou me referindo a: máquinas e equipamentos, ferramentas, recursos tecnológicos, espaço físico para a guarda e preservação de materiais, áreas vivência conforme NR18 para empregados e prestadores de serviços, dentre outros. A falta dela impacta diretamente na produtividade e na qualidade dos serviços executados.

3º PASSO: IDENTIFICAR RISCOS, PLANEJAR E EXECUTAR AÇÕES MITIGADORAS

Outro passo necessário, a ser realizado ainda na fase de planejamento de obra, é a identificação de riscos e o planejamento de ações mitigadoras a serem implementadas ao longo da execução da obra, a fim de evitar suas ocorrências ou reduzir os seus efeitos. O cronograma da obra é um facilitador na hora de identificar os riscos em cada etapa da obra a partir das atividades.

Dentro de uma infinidade de riscos que podemos levantar para uma obra, a exemplo: erros de projeto; erros de execução dos serviços; material entregue diferente do especificado; fenômenos naturais; os associados à saúde e segurança do trabalhador; dentre outros.

Há riscos que podem produzir impacto elevado no andamento da obra e na sua qualidade!

4º PASSO: MÃO DE OBRA COM A COMPETÊNCIA NECESSÁRIA PARA EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS

Definidos os sistemas construtivos a serem empregados na obra, é possível determinar a competência necessária da mão de obra que irá realizar a execução dos serviços e assim, atuar na busca de profissionais qualificados ou em capacitação. A mão de obra qualificada trará maior facilidade para liderança no direcionamento das atividades, influenciará na qualidade dos serviços e na diminuição de retrabalho. Retrabalho representa custo e atraso!

5º PASSO: CONTROLE SOBRE A AQUISIÇÃO DE MATERIAIS E SERVIÇOS 

Durante toda a execução da obra ocorre demanda por aquisição de materiais e pode ocorrer também, a necessidade da contratação de algum serviço terceirizado. Controlar as aquisições, desde as suas especificações até suas entregas, assegura que o material empregado e o serviço executado, estejam em conformidade com o especificado nos projetos e em memoriais.

No caso de materiais, é importante criar maneiras de verificá-lo, no ato da entrega, se estes estão conforme o que foi pedido e se apresentam a qualidade necessária para sua aplicação. Lembrando que esse material deve ser armazenado adequadamente, de forma a manter sua integridade, até a sua utilização.

Para materiais como o concreto, que sua qualidade/conformidade não pode ser afirmada antes da sua utilização, é preciso, ainda, realizar a rastreabilidade dos locais em que foram utilizados cada lote/caminhão. Em caso de divergências, depois de realizados os ensaios, com a rastreabilidade, consegue-se identificar com exatidão, em que local foi aplicado para as devidas correções.

No caso de contratação de serviços, mesmo que este esteja sendo executado por terceiros, deve-se ter o mesmo controle quando realizado por mão de obra interna. Tal controle permite que: o cronograma seja atendido, a qualidade do serviço seja assegurada, os projetos sejam seguidos e em caso de desvios, os mesmos sejam rapidamente identificados e sanados.

6º PASSO: PROCEDIMENTOS PARA EXECUÇÃO E CRITÉRIOS DE INSPEÇÃO DOS SERVIÇOS

A criação de procedimentos de execução/instruções de trabalho permite que sejam definidos padrões para execução dos serviços e de acordo com as normas técnicas. Essa padronização facilita também a criação de critérios de inspeção de cada serviço, para sua liberação ou não.

Definir critérios de inspeção e realizar inspeções dos serviços possibilita identificar ou até mesmo prever erros de execução que possam prejudicar o bom andamento da obra e trazer prejuízos.

 

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